ElectroDay 2026: estudantes finalistas do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores apresentam os seus projetos à comunidade

No dia 27 de junho decorreu a 3.ª edição do ElectroDay, promovido pelo Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) do Técnico. O evento marcou o culminar da unidade curricular de Projeto Integrador de Primeiro Ciclo (PIC1), onde os alunos foram desafiados a usar a tecnologia na resolução de problemas, de forma a criar projetos reais, tendo em conta as necessidades da indústria, e a comunicar os seus processos e resultados com clareza. Ao longo da tarde, centenas de visitantes tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pelos estudantes finalistas das licenciaturas em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (LEEC), Engenharia Eletrónica (LEE) e Engenharia de Telecomunicações e Informática (LETI). Este ano, o evento contou com a participação de 32 grupos, incluindo o trabalho de 186 estudantes.
A tarde teve início com a cerimónia de abertura. A sessão contou com as intervenções de Nuno Horta, presidente do DEEC, e de Teresa Vazão, coordenadora da LEEC. Os professores começaram por dar as boas-vindas aos visitantes e reforçaram que o evento demonstra o resultado prático dos conhecimentos adquiridos pelos estudantes ao longo do curso. De seguida, Rita Mota, mestre de cerimónias do ElectroDay, convidou os visitantes a conhecerem os diferentes projetos, distribuídos pelo espaço, e a votarem nos trabalhos que considerassem ter mais impacto social.

Além da feira de ciência, onde os visitantes puderam dialogar com os estudantes sobre as diferentes propostas e conhecer alguns dos membros da FST Lisboa, do PSEM, do Núcleo de Estudante de Engenharia Eletrónica e do Espaço ao Cubo, o evento integrou um momento dedicado à entrega do Prémio Professor Luís Vidigal. Esta distinção é atribuída anualmente pelo DEEC ao alumnus que, no entender do júri, reúna as melhores características científicas, de inovação e de qualidade, na respetiva dissertação de mestrado. Este prémio inclui a avaliação dos trabalhos desenvolvidos nas áreas científicas da Engenharia Electrotécnica e de Engenharia Informática e Computadores. A cerimónia contou com a presença da prof.ª Isabel Ribeiro e com a participação do prof. Luís Silveira, ambos docentes do DEEC e membros do júri do prémio. Durante a sessão, o professor Luís Silveira contextualizou a iniciativa e anunciou o vencedor da presente edição.
A distinção foi atribuída a Pedro Cerqueira Lobo, alumnus de Engenharia Informática e de Computadores. A sua dissertação propõe uma melhoria na forma como o LLVM (uma das infraestruturas de compilação mais utilizadas no desenvolvimento de linguagens de programação) representa e manipula dados em memória, corrigindo limitações que podem originar otimizações incorretas e dificultar a implementação eficiente de operações fundamentais, como copiar ou comparar blocos de memória.

De seguida, decorreu um momento dedicado à celebração da conclusão da licenciatura, através da distribuição de fitas de final de curso, com uma mensagem assinada pelo presidente do Departamento, pelos estudantes finalistas presentes.
O programa continuou com a atribuição dos prémios de melhor “Capacidade de Comunicação e Impacto do Programa ElectroCap”, apoiado pela Jerónimo Martins, de “Melhor Demonstrador e Inovação do Programa ElectroCap”, apoiado pela NOS, e do Prémio dos Investidores, obtido através da votação dos participantes no evento. Foram também concedidos dois donativos ao DEEC, por parte das empresas presentes, destinados à melhoria das condições do ensino na unidade curricular do Projeto Integrador de Curso de 1.º ciclo.
O grupo IGNIS venceu o Prémio de melhor “Capacidade de Comunicação e Impacto do Programa ElectroCap”, apoiado pela Jerónimo Martins, e o Prémio Investidores. O seu projeto consistiu no desenvolvimento de um sistema de monitorização de florestas que contribuísse para a obtenção de dados em tempo real. O projeto integrou uma rede de sensores e um software que utiliza inteligência artificial para detetar incêndios, incluindo em áreas remotas e condições de visibilidade noturna, de chuva e de nevoeiro.

Além do prémio, foram também atribuídas duas menções honrosas, aos grupos Chain Guard e Lab in a Cube. O grupo Chain Guard apresentou uma solução para a monitorização de temperatura e humidade dentro de caixas de transporte. Este sistema visa ser utilizado na logística alimentar e na indústria química e farmacêutica. Já a equipa Lab in a Cub desenvolveu um satélite, em forma de cubo, que integra microcontroladores, sensores (magnetómetro, giroscópio e câmara), um sistema de geração de energia através de painéis solares e um sistema de comunicações para transmitir dados para uma estação terrestre improvisada, tendo como objetivo proporcionar aos estudantes um maior contacto com esta área da engenharia.

No que diz respeito à inovação dos projetos, a equipa CMS venceu o Prémio “Melhor Demonstrador e Inovação do Programa ElectroCap”, apoiado pela NOS. O seu projeto consistiu na construção de um sistema para a monitorização de estruturas de betão através da aquisição e análise de dados relativos à temperatura do betão, em tempo real, de forma a evitar fissuras e outros riscos nas infraestruturas, durante a respetiva construção.

À semelhança do prémio anterior, foram também atribuídas duas menções honrosas, aos grupos CropAuditing e Orbis. O grupo CropAuditing, que venceu ficou também em 2.º lugar na votação do público, focou-se na criação de um sistema para monitorização agrícola. O seu projeto inclui a recolha de imagens via satélite e a análise dos respetivos dados através de algoritmos de aprendizagem automática (machine learning). Por outro lado, o grupo Orbis desenvolveu um sistema modular para armazenamento e distribuição de água potável em áreas povoadas em cenários de desastres, colapso de infraestruturas ou contaminação. Este projeto inclui um depósito de 1000 litros e sistemas de monitorização da qualidade da água.

Por último, o grupo FLARE obteve o 3.º lugar no pódio do Prémio dos Investidores. O seu projeto consistiu na criação de um ecossistema que combina sensores fixos de baixo custo com pequenos drones para deteção de incêndios.
O evento terminou com a cerimónia de encerramento, que teve a intervenção de Pedro Amaral, vice-presidente para a interface empresarial, inovação e empreendedorismo, e com um momento de convívio entre os participantes.
📷Veja a fotogaleria completa aqui.

