Finalistas da Licenciatura em Engenharia Aeroespacial apresentam os Projetos Integradores de Curso

No dia 23 de junho, os estudantes do 3.º ano da Licenciatura em Engenharia Aeroespacial apresentaram os seus projetos integradores de curso (PIC 1). O evento decorreu no Técnico Innovation Center.

Estes projetos têm como objetivo capacitar os estudantes para a criação de tecnologias inovadoras, no setor aeroespacial, tendo em conta a deteção de problemas reais, o estudo sobre as estratégias atuais, o desenvolvimento de novas soluções e o seu enquadramento a nível económico. No que diz respeito à engenharia eletrotécnica e de computadores, os estudantes foram desafiados a refletir sobre questões como que sistemas eletrónicos, de telecomunicações, de gestão de energia e de controlo são necessários e de que forma podem ser integrados em satélites, lançadores de satélites e em veículos aéreos não-tripulados, tendo em conta o ambiente e a duração da respetiva missão.

A tarde teve início com um breve enquadramento da iniciativa e, de seguida, subiram ao palco os grupos que desenvolveram projetos no âmbito da construção de satélites. Foram abordadas soluções como a criação de sistemas que contribuam para a redução do lixo espacial, através da deteção de objetos da destruição dos mesmos, para a proteção de ambientes marinhos e para a otimização da comunicação entre a Terra e Marte.

Na vertente dos lançadores de satélites, os estudantes apresentaram projetos relacionados com o desenvolvimento de cápsulas para evacuações de emergência em naves de missões espaciais, a criação de soluções para lançamentos de satélites de forma mais económica e sustentável e de tecnologias que contribuam para a defesa antiaérea.

Na área dos veículos aéreos não tripulados, os alunos deram a conhecer soluções que incidiram sobre o desenvolvimento de aeronaves para transporte de kits médicos e de pacientes em cenários de emergência, de protótipos que contribuam para a estabilidade da rede móvel, tanto em cenários de emergência como de em situações de sobrecarga da mesma, a criação de veículos modulares e de sistemas de interceção de drones.

Após as apresentações, os membros do júri visitaram a exposição de pósteres e colocaram as suas questões às diferentes equipas. O evento contou ainda com uma breve intervenção dos representantes da GeoSat, da CEiiA e da Beyond Gravity, empresas do setor, com a exposição de bancas do Núcleo de Estudantes de Engenharia Aeroespacial (AeroTéc) e do LISAT, e com a atribuição de prémios de mérito.

A equipa Ocean Eye, responsável pelo desenvolvimento de um satélite sustentável para a monitorização da proliferação de algas nocivas (HABs) e proteção da vida marinha, venceu o prémio de melhor protótipo de satélites. O grupo Hermes Soter, cujo trabalho se centrou no desenvolvimento de uma cápsula de evacuação de naves espaciais em casos de emergência, venceu o prémio de melhor lançador de satélites. Por último, a equipa NEST, que desenvolveu uma solução que contribuísse para estabilidade da rede móvel em cenários críticos e situações de sobrecarga da rede, venceu o prémio de melhor projeto de veículo aéreo não tripulado.

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