JEEC | Técnico Debate Club: Cibersegurança e a resiliência das Infraestruturas Críticas

No dia 9 de janeiro, as Jornadas da Engenharia Eletrotécnica e de Computadores e o Técnico Debate Cluborganizaram o debate Cybersecurity and the resilience of Critical Infrastructures, que contou com a presença de Bruno Morisson, Global Head of Offensive Security, João Alves, Head of Security na ANACOM, Pedro Zeferino, Head of Cybersecurity na NOS SGPS, e Pedro Adão, professor do Instituto Superior Técnico. A conversa foi moderada por Luís Correia, docente do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores.

Ao longo do evento, os oradores abordaram desafios reais relativos às redes de telecomunicações de missões críticas, tais como as falhas nos servidores com impacto destrutivo, a cooperação entre diferentes entidades na recuperação de sistemas, entre outros temas.

No que diz respeito à cibersegurança, foi sublinhada a importância da aposta nos sistemas de proteção contra ameaças externas atuais, desde phishing a casos de espionagem, algo com impacto para os diversos tipos de organizações. Por este motivo, existem atualmente acordos de colaboração, entre entidades, incluindo operadoras nacionais e europeias, com o objetivo de partilhar informação sobre área. Foi também criado um sistema nacional de planeamento de emergência, que inclui várias comissões setoriais, como de telecomunicações e de cibersegurança. Este sistema está a realizar uma análise de risco nacional, irá propor infraestruturas críticas e, posteriormente, criar medidas de segurança para as mesmas.

O painel sublinhou a necessidade de serem desenvolvidas estratégias que incorporem toda a informação relevante, de forma a prevenir o maior número de riscos possível, de acordo com os diversos regulamentos.

Por outro lado, os oradores abordaram o facto de ser indispensável um elevado investimento, não só no que diz respeito a infraestruturas como também a nível de competências individuais na área, reforçando que a expansão do acesso a ferramentas de inteligência artificial contribui também para o aumento do número de ameaças.

No entanto, a inteligência artificial pode também ser utilizada para a deteção de vulnerabilidades e de padrões no sistema, por parte das entidades, complementando o trabalho dos analistas. Além da deteção de vulnerabilidades, são também desenvolvidos sistemas para cenários em que exista um intruso na rede, sendo detetadas as movimentações do mesmo.

A sessão incluiu algumas perguntas colocadas pelos estudantes e terminou com o anúncio da Telethon 2026: a hackathon sobre Telecomunicações, que terá lugar no dia 7 de fevereiro, no Técnico Innovation Center.

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