Telethon 2026 desafia dezenas de estudantes a criar soluções inovadoras na área das telecomunicações

No dia 7 de fevereiro, o Técnico Innovation Center recebeu a 1.ª hackathon de telecomunicações portuguesa. Ao longo do dia, dezenas de estudantes de licenciatura foram desafiados a desenvolver soluções inovadoras com impacto em diversos setores, incluindo agricultura, ambiente, defesa, desporto, cidades inteligentes, educação, indústria, informação, pesca, saúde e transportes e logística, num ambiente informal. O evento teve origem numa iniciativa por parte do professor Luís Correia, docente do Departamento de Engenharia Eletrotécnica de Computadores e investigador no INESC INOV-Lab, em parceria com a Nokia, MEO, NOS, Vodafone e Huawei, sendo resultado do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos três anos. A hackathon contou com o apoio e a presença das referidas empresas e do Núcleo de Estudantes de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (NEEC).

A manhã teve início com uma breve sessão de lançamento, contou com as intervenções de Sérgio Pequito, Vice Presidente da Investigação, Desenvolvimento e Relações Externas do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, Pedro Amaral, Vice-Presidente para a Interface Empresarial, Inovação e Empreendedorismo, e Luís Correia, responsável pela organização do evento.

Pedro Amaral começou por dar ênfase à importância das telecomunicações e dos engenheiros eletrotécnicos e de computadores na atualidade. Agradeceu também o apoio das empresas presentes, realçando a forte ligação entre o Técnico e a indústria demonstrada pela realização do evento.

Luís Correia agradeceu a presença dos estudantes e das empresas e realizou uma breve apresentação do desafio. Abordou as etapas da competição e os critérios de avaliação, realçando a importância da qualidade, viabilidade, inovação e impacto social e económico das propostas. Deu também a conhecer às equipas os mentores e os membros do júri, que incluíram docentes do DEEC e representantes das empresas. De seguida, os casos de estudo foram sorteados. Cada representante de equipa subiu ao palco, de forma a conhecer o seu caso de estudo.

A manhã foi dedicada à reflexão sobre as problemáticas sociais existentes e à definição e submissão de propostas de solução. Ao longo do trabalho, os alunos contaram com o apoio de António Topa, Paulo Correia, Mário Silveirinha e António Rodrigues, docentes do DEEC e investigadores na área de telecomunicações, assim como de vários membros do NEEC.

Após a submissão de propostas, o palco contou com a intervenção dos representantes das empresas, que deram novamente destaque ao papel das telecomunicações nos dias de hoje, desde o simples envio de mensagens a questões relacionadas com o funcionamento e proteção de redes contra ataques cibernéticos, a resposta a cenários de emergência e comunicação quântica. Os oradores refletiram ainda sobre a acessibilidade da tecnologia, a importância da igualdade de género no setor e o papel dos estudantes na inovação. Sublinharam também o valor destas iniciativas, não só para aquisição de conhecimentos práticos, por parte dos estudantes, como também para a ligação entre a indústria e o meio académico.

Durante a tarde, os estudantes deram a conhecer as propostas de implementação das soluções definidas anteriormente, assim como a sua estratégia de mercado.
Após a deliberação do júri, foram anunciados os 5 finalistas, as equipas 4 Bars Strong, Base 10, Circunshow, Synclab e Tremoço, que apresentaram os seus projetos. A 1.ª equipa dedicou-se à criação de um modelo para a comunicação entre soldados, através de drones, em cenários de guerra. De seguida, a Base 10 subiu ao palco e apresentou uma proposta para a monitorização de terrenos, também através de drones, tendo como objetivo contribuir para a otimização de recursos, tendo em conta as necessidades das diferentes áreas agrícolas. Já a equipa Circunshow sugeriu o desenvolvimento de um dispositivo eletrónico que realizasse a tradução, em tempo real, do discurso, de modo a minimizar os problemas de comunicação entre docentes e alunos imigrantes.

Por outro lado, a Synclab teve como foco a monitorização de terrenos, através de drones equipados de sensores de parâmetros como a temperatura e a concentração de gases, de forma realizar alertas de potenciais incêndios. Por último, a equipa Tremoço propôs a criação de um sistema de gestão de frotas de drones de entregas, tendo como objetivo otimizar o trânsito destes veículos.
Após as apresentações houve um momento de confraternização entre as empresas e os participantes, que teve como objetivo a criação de um espaço de partilha de experiências e de interesses e de networking.
A tarde terminou com a entrega de prémios. A equipa vencedora foi a Tremoço, tendo ganho o prémio de 5000€, seguida da Synclab, em 2.º lugar, tendo recebido o valor de 3500€. A Base 10, atingiu a 3.ª posição no pódio, tendo ganho 2000€. As equipas 4 Bars Strong e Circunshow foram também distinguidas com duas menções honrosas, de 500€.

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