IA: um "comportamento de um sistema artificial que os humanos vêm como inteligente"
Artigo publicado no jornal Público

Mário Figueiredo, professor do DEEC, participou no episódio partilhado no passado dia 18 do podcast Mais Lento do que a Luz, do jornal Público. Falou sobre o seu percurso como investigador e sobre a temática da Inteligência Artificial, incluindo os riscos associados, a necessidade de regulação da mesma, e a sua relação com a atribuição dos Prémios Nobel da Física e da Química deste ano.
O salto de desempenho que ocorreu na geração de linguagem com o ChatGPT, em 2021/22 foi surpreendente
Professor Mário Figueiredo
Neste episódio, Mário Figueiredo define IA como o "comportamento de um sistema artificial que os humanos vêm como inteligente" e que "delega ao humano decidir se [o sistema] é inteligente ou não". No seguimento desta temática, o professor confessou também a sua surpresa em relação à atribuição dos dois Prémios Nobel atribuídos este ano. Na física, destacou as investigações sobre as redes neuronais, realizadas em décadas anteriores à atribuição do prémio, realçando novamente o contributo de outros cientistas como Shun’ichi Amari, investigador japonês desta área. No que diz respeito à química, o professor referiu o papel da IA e de machine learning na previsão de modelos de novas estruturas de estruturas de proteínas através das sequências de aminoácidos.
Durante a conversa, Mário Figueiredo também destacou os perigos inerentes às utilização da IA nas redes sociais, apontando a questão da desinformação, da manipulação de informação e da sua influência na democracia, sublinhando também a falta de privacidade dos utilizadores no ambiente digital. Do seu ponto de vista, a regulação da IA é necessária para a minimização de alguns riscos.
Não devemos ter medo das máquinas; devemos ter medo é dos donos das máquinas.
Professor Mário Figueiredo
Oiça o episódio completo aqui.
Fotografia: Técnico