Dia Aberto do Técnico: Campus Oeiras abre as suas portas à comunidade

No dia 16 de maio, o Técnico - campus Oeiras abriu as suas portas à comunidade. Ao longo do dia os participantes tiveram a oportunidade de conversar com docentes, investigadores e estudantes dos diferentes cursos, nomeadamente de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, Eletrónica, Telecomunicações e Informática e Aeroespacial. O evento contou com a visita aos laboratórios do NanoSat Lab e do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR), com a exibição de protótipos dos núcleos de estudantes, workshops temáticos e bancas dedicadas às licenciaturas.

Nas visitas ao NanoSat Lab, Gonçalo Tavares, docente do DEEC e investigador no INESC-ID, e Manuel Santos, engenheiro de sistemas embebidos, deram a conhecer à comunidade alguns dos espaços onde está a ser desenvolvido o ARGUS, o novo satélite do Técnico, criado em conjunto com a Carnegie Mellon University (CMU). O projeto tem como objetivo a construção de um sistema capaz de determinar a própria posição em órbita. Por este motivo, o satélite terá 4 câmaras. As imagens recolhidas serão processadas e sobrepostas através de inteligência artificial, com recurso a redes neuronais e à deteção de pontos de referência, como, por exemplo, a "bota" de Itália.
Ao longo da apresentação, foram mostrados os sistemas eletrónicos que serão integrados. O satélite encontra-se atualmente na fase de integração de circuitos e de testes. O lançamento para o espaço está previsto para meados de julho.

Durante a visita, os participantes conheceram as salas onde está a ser desenvolvido o hardware e o software, a sala limpa, utilizada para a montagem dos sistemas, e a estação, partilhada com a AMRAD, onde está a ser acompanhado o IST NanoSat - o satélite criado pelo Técnico que foi lançado em 2024 e tem como objetivo contribuir para o tráfego aéreo através da recolha das coordenadas dos aviões em locais onde não é possível criar estações terrestres. As sessões contaram também com uma demonstração de receção e descodificação de imagens enviadas por satélites via rádio.

Na visita ao ISR, Mariana Teixeira, alumna do Mestrado em Engenharia Eletrónica, abordou alguns dos mecanismos utilizados na teleoperação de robôs em missões espaciais. A apresentação teve início com uma interação entre os visitantes, que foram desafiados a simular o comportamento de robôs, de acordo com a informação disponível. Mariana Teixeira abordou a importância da integração de sensores e de sistemas que permitam o envio de informação para os teleoperadores e a criação de mecanismos que possibilitem a ação do robô quando são reconhecidos problemas como a deteção de obstáculos. A alumna explicou que, nestes cenários, os dias são divididos em 3 slots de horas, reservados à preparação da missão, à receção e processamento da mesma, por parte do robô, que atua no espaço e envia o respetivo feedback, e à receção e tratamento da nova informação, por parte dos teleoperadores.

De seguida, os participantes testaram o seu conhecimento sobre a área através de um quiz temático sobre os sistemas utilizados em submarinos, drones e missões espaciais e participaram na simulação de uma missão espacial, onde tiveram a oportunidade de teleoperar um robô em 2 cenários: desvio e aproximação e travagem face a obstáculos.

Paralelamente às visitas, no átrio do campus, decorreram conversas com estudantes e atividades organizadas pelos núcleos de estudantes. Ao longo do dia, o Núcleo de Estudantes de Engenharia Eletrónica (N3E) deu a conhecer os seus robôs e dinamizou o workshop de soldadura de circuitos eletrónicos.

Na banca do projeto Engenharia para Todos foram também realizadas algumas atividades, relacionadas com a eletrónica, pensadas para as diferentes faixas etárias. Enquanto os mais pequenos tiveram a oportunidade de colorir robôs e criar circuitos elétricos simples, com recurso a LEDs, pilhas e fios de cobre, decorreu também a atividade "Mini Makers", onde os participantes puderam criar sistemas um pouco mais complexos.

Adicionalmente, as crianças exploraram também circuitos eletrónicos simples através da construção de robô-pintores, com recurso a material reciclado.

Por outro lado, ao longo do evento, os estudantes do ensino básico e secundário puderam conversar com alunos das diferentes licenciaturas disponíveis no campus e conhecer a estrutura e as saídas profissionais, nas bancas dedicadas às atividades extracurriculares dos respetivos cursos, como o Núcleo de Estudantes de Engenharia de Telecomunicações e Informática (NEETI).

Além de workshops e conversas, os núcleos de estudantes exibiram também os seus protótipos. O Núcleo de Estudantes de Engenharia Aeroespacial (AeroTéc) marcou presença com o ATLAS, um veículo aéreo autónomo, e com o RED – Rocket Experiment Division – que se centra no desenvolvimento de rockets.

O átrio contou também com a presença de vários núcleos dedicados à mobilidade, entre os quais a FST Lisboa, que levou o FST14, que competiu em 2025; o Técnico Solar Boat, que exibiu o seu barco autónomo, São Pedro 01, e o barco de condução manual São Rafael 02; o LISAT, que deu a conhecer o seu satélite; o ISTrain, que mostrou a maquete da locomotiva Andorinha, que se encontra em desenvolvimento; e o Técnico Fuel Cell, que se dedica à construção de automóveis movidos a hidrogénio.
📷 Veja a fotogaleria completa aqui.

